domingo, 16 de outubro de 2011

A escola mais antiga de Itanhaém



Homenagens aos 60 anos de fundação da escola Benedito Calixto



Emoção e saudosismo marcaram a sessão solene realizada pela Câmara Municipal de Itanhaém, no dia 13, em comemoração aos 60 anos da Escola Estadual Benedito Calixto. Oficialmente, a escola faz aniversário em 22 dezembro (inaugurada em 1951), porém, o Legislativo decidiu aproveitar a semana de festividades alusiva aos 158 anos de nascimento de Benedito Calixto (14/10/1853), patrono da escola, para realizar a sessão. Cerca de 150 pessoas prestigiaram a celebração do jubileu de diamantes da mais tradicional unidade de ensino da Cidade. O evento teve a participação do coral Vozes de Itanhaém e do coral infantil Benedito Calixto. Esta sessão solene foi instituída pelo Decreto Legislativo 441/11.
Os vereadores homenagearam 10 pessoas. Os professores: Regiane Aparecida Ferrinho Antunes (vereador Alexandre); Amélia Bifulco (vereador  Kakulé); Cláudia Bechir (vereador Zé Renato); Eneida Peixe Hildebrand de Mori (vereador Marco Aurélio); Miriam Aparecida Mautone (vereador Mazinho); Cacilda Rita de Oliveira Pinheiro (vereadora Regina) ; Ernesto Coser (vereador Rogélio) e Maria Fernanda Forte Rebelo (vereador Valdir do Açougue). Carlos Simões (o Carlito) e José Duarte Narciso de Castro, (o popular Zé Macaco) que estudaram na Escola Benedito Calixto, no final da década de 50, foram agraciados, respectivamente, pelos vereadores João Rossmann e Milton Saldiba Passarelli de Campos Júnior.
A vereadora Regina, professora de Química, também foi homenageada pelos vereadores. A direção da escola prestou homenagens póstumas à primeira diretora, Eugênia Pitta Rangel Velloso; e aos professores Dalva Dati Ruivo, Maria da Conceição Luz, Maria Aparecida Soares Amêndola, Maria Graciette Dias e Walter Ferruccio Arduini.

Educação é a mola mestra deste país. Vamos cuidar melhor da Educação”. Mirian Viotto Soares de Lima, diretora da escola.

A Escola Benedito Calixto é berço de várias gerações de estudantes que construíram a história de Itanhaém”. Professor Eduardo de Souza Brito.

com texto da jornalista Monica da Silva Batista

Crônicas de um Itanhaense


Desajustado socialmente

Tem uns que não se encaixam no mundo

Nunca fui à missa.
Nunca fui ao jardim da infância.
Nunca fiz primeira comunhão.
Nunca fui na macumba.

Nunca almocei em restaurante bacana.
Nunca me dei bem em festas de bacana.
Nunca comi peixe cru.

Nunca gostei de gravata. Menos ainda de paletó.
Nunca fui à manicure, nem pedicure.

Nunca fui guarda-mirim.
Nunca fiz tatuagem.
Nunca servi ao exército. Nem em lugar algum.

Nunca li O Pequeno Príncipe.
Nunca entendi o que é álgebra.
Nunca entrei no Barravento.
Não consegui chegar ao Convento.

Mas já fiz um monte de coisas legais nessa vida:

- Já colhi coquinho tucum.
- Já catei caranguejo no mangue.
- Já pulei da ponte.
- Já comi sarapatel. E farofa de passarinhos.
- Já tive um programa de rádio.
- Já tive uma coleção do Tex Willer.
- Já assisti Mad Max no videoclube do Mini Golf.
- Já dormi em aldeia de índio.
- Já cacei tatu.
- Já fiquei duas horas conversando com o Sabiá. Mas ele não entendia nada do que eu falava.
- Já vi o nascer-do-sol no Morro do Cibratel. Sozinho.

André Caldas
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