Blog dedicado ao resgate das Memórias Itanhaenses. Editado pelo escritor André Caldas, autor de dois livros à venda nas bancas: "Itanhaém Histórica" e "Crônicas de um Itanhaense", ambos sobre a história da segunda cidade do Brasil. Contatos: andrecaldas70@gmail.com / 13-99107-2000 / www.twitter.com/andrecaldas70
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Memória Itanhaense
Tamancaria Cacique, da D. Santa
Nascida em São Carlos-SP, em 28 de maio de 1930, a comerciante considerada a mais antiga de Itanhaém, D. Francisca Benedita Lopes Rivera, hoje descansa em casa, após mais de 60 anos de trabalho árduo no comércio. Popularmente conhecida como Dona Santa, é viúva do comerciante José Maria Gomes Rivera Filho, o Zequinha, com quem se casou em 1945.
Na maior parte de sua vida profissional, Dona Santa administrou a tamancaria adquirida por seu marido em 1938, do português Antônio Moreira. O nome da empresa, Tamancaria Cacique, foi sugerido depois por ela, em homenagem aos índios do Litoral Sul. A fábrica era uma referência na Itanhaém dos anos 50, junto com a Fábrica de Banana da Estação.
Na época ainda não existia marketing, mas o negócio ia de vento em popa. Zequinha começou a lançar novos modelos, principalmente femininos, que ele mesmo desenhava. O sucesso foi grande e os tamancos de Itanhaém começaram a ficar famosos em toda a região, na Capital e Interior, para onde os turistas faziam questão de levar pelo menos um par no retorno de suas férias.
Zequinha e Dona Santa batizavam suas novas criações de tamancos com nomes indígenas, também objetivando homenagear as comunidades indígenas que primeiro habitaram a Cidade. Um modelo foi batizado com o nome Diacuí, que era o nome de uma índia.
Dona Santa explica que houve uma época em que se formavam filas em frente à tamancaria, devido a enorme fama que o produto tinha conquistado.
O sucesso não parou aí, pois na década de 80 a Tamancaria Cacique exportava até para Miami (EUA). Era uma época de fartura. A fábrica tinha 38 funcionários.
Dona Santa conta que a fama da loja era tamanha que, certa vez, uma criança se apaixonou por um tamanquinho e chegou a ter forte febre de tanto que pedia para a mãe comprar. A mãe desesperada, comprou o tamanquinho e a criança teve melhoria quase que imediata. A febre passou e ela feliz, começou a dançar com seu novo tamanquinho dentro da loja.
A fábrica ainda funciona atualmente, na Rua Afonso Meira Júnior, na Vila São Paulo, e é administrada por seu filho Antônio Tadeu Lopes Rivera.
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