sábado, 25 de junho de 2011

Memória Itanhaense

Estamos "garimpando" edições antigas dos jornais Folha de Itanhaém e Repórter do Litoral, principalmente dos períodos eleitorais dos anos de 1976, 1982, 1988 e 1992.
Quem tiver e puder emprestar para pesquisa histórica, favor entrar em contato através do e-mail jornalfatos@uol.com.br

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História Itanhaense

Vamos homenagear os ídolos do futebol do passado?

Amigos do blog

Ajudem a Editora Fatos a escalar e homenagear os melhores jogadores dos anos 30 a 60 em Itanhaém.

Você que é das antigas, escale sua seleção e envie para o e-mail jornalfatos@uol.com.br. Você que é mais novo, pergunte ao seu pai, tio ou avô. Tem que ser na formação 4-3-3 (com pontas e centroavante).

A Editora Fatos já começou a biografar os 33 mais votados (do goleiro ao ponta-esquerda) que jogaram no período de 1934 a 1969.

Olha que foto bacana essa aí:é de 57, só tinha craques do E.C. São Paulo: Cabeleira, Vitor, Pisca, Tatu e Betinho. Você sabia que o São Paulo já foi inscrito na Federação Paulista?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nosso passado no centro da disputa

Abertas as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Estão abertas as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, que é organizada pelo Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, e apoiada pela Revista de História. Nesta edição, podem participar, em grupos de três pessoas, alunos do 8°, 9° ano e todas as séries do Ensino Médio, sempre sob orientação de um professor de história.

As primeiras cinco fases são à distância, online, ocorrendo a primeira no dia 15 de agosto deste ano. Os classificados para a última etapa – que ocorre nos dias 15 e 16 de outubro - ganharão passagens de avião para realizarem a prova presencial em Campinas. Os professores destas equipes acompanharão seus alunos e, ao término do teste, permanecerão na cidade para receber uma capacitação de uma semana na universidade.
A premiação ocorre da seguinte forma: medalhas de ouro, prata e bronze serão distribuídas para os vencedores, assim como certificados de participação. Além disso, as escolas dos alunos que melhor se desempenharem no desafio receberão livros para a sua biblioteca e uma assinatura de um ano da Revista de História, cujos artigos, aliás, servem de base para a formulação de perguntas das provas.
A expectativa para este ano é que o número de inscritos supere em três vezes o do ano anterior, que atingiu a marca de 43 mil participantes – cifra bem maior do que a da primeira edição, de 2009, a qual contou com a inscrição de 16 mil jovens.
A taxa de inscrição é de R$ 40 para equipes de escolas particulares e 20 reais para equipes de escolas da rede pública. As informações completas estão disponíveis no site do Museu Exploratório: http://olimpiada.museudeciencias.com.br/3-olimpiada/inicio/index

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Notícias de Itanhaém

Um pouco da história contemporânea da nossa Itanhaém


Reveja edição do Fatos de janeiro de 1998:

Música

Dia 15/06, às 14h, a Banda Falamansa estará ao vivo para todo o litoral no Programa Na Trilha do Sucesso (ARENA / NET GUARUJÁ CANAL 11 DIGITAL , 96 Analógico, 9 TV Ipanema - Tv Santa Cecília)
Falamansa 10 anos - por um mundo melhor!!!!

Qual será o verdadeiro objetivo de um grupo musical? 
Ser famoso? Vender milhares de discos? Ser reconhecido internacionalmente? Ser referência no estilo que faz? Fazer parte da cultura do seu país?
Por qualquer uma dessas alternativas a Falamansa, formada por Tato (violão e voz), Alemão (zabumba), Dezinho (triângulo e percussão) e Valdir do Acordeom (sanfona), já poderia se consagrar como uma banda que atingiu suas metas. A banda vendeu 3.500.000 discos, tem presença anual garantida nos maiores festivais de música internacionais agregando ao seu currículo mais de 10 países e é unanimidade quando o assunto é forró, admirados pelos mais puritanos e radicais do estilo e até mesmo por aqueles que nem gostam do ritmo, mas apreciam o som da banda. Sem falar ainda na importância cultural que coloca as músicas da Falamansa entre as mais executadas da década, e o vocalista e compositor Tato, como o maior arrecadador de direitos autorais vivo nos meses de junho (festividades Juninas) há oito anos, perdendo apenas para Luiz Gonzaga, fato que deixa Tato extremamente honrado.   "-Sempre atrás do mestre", brinca Tato que está prestes a receber sua maior benção na vida: o primeiro filho.

Mas então qual seria o próximo passo para um grupo já tão realizado?
O novo DVD "Falamansa 10 anos" define bem essa resposta. A começar pela capa, impressa em papel feito só com madeiras de reflorestamento, onde se lê a frase "Por um mundo melhor!!!", que vale frisar não é o nome do disco e nem de uma música contida nele mas sim, uma demonstração da real intenção da banda: cantar para melhorar o mundo!

As atitudes ecologicamente corretas não param por aí. Os figurinos usados no show são feito de tecidos pet (feitos de garrafas pet) e o cenário é todo de material reaproveitado, incluindo 7.000 fundos de garrafas pet.

Mas é na musicalidade do DVD que está a maior contribuição da Falamansa para o bem estar do planeta. São 19 faixas, incluindo todos os grandes sucessos como "Rindo á toa” (TATO), "Xote dos milagres” (Tato), "Xote da alegria” (Tato), "Cem anos” (Tato), "Asas” (Tato), "Sol de Hiroshima” (Tato), "Avisa” (Tato), estas duas últimas em versões acústicas gravadas em um palco posicionado no meio da platéia. "- Foi uma maneira que encontramos de presentear nossos fãs que foram ao show, ficando mais perto deles!", conta Dezinho. 
O DVD tem também algumas regravações de Dominguinhos ("Pedras que cantam"), Nando Cordel ("Hoje é dia de folia"), Luiz Gonzaga ("Sanfona Sentida"), "Chuva" (Luiz Carlinhos) e "Ska" (Hebert Viana). "-A escolha do repertório foi bem natural", diz Alemão justificando que todas as músicas que estão no disco fazem parte da história da banda. 

Já as canções inéditas, quatro no total, refletem bem os quatro temas que podem ser encontrados em toda a carreira da Falamansa. Amor, alegria, fé e consciência ambiental.

 "Minha estrela” (Tato) compara a busca pelo amor ao antigo ritual de procurar a primeira estrela do céu para fazer um pedido. Com certeza um dos momentos mais românticos do DVD. "Coisa boa” (Tato) é aquele tipo de música que exalta a alegria das coisas simples da vida, marca registrada nas composições de Tato, que assina 14 faixas do disco.
"Lixo no lixo” (Tato), é a música que qualquer ambientalista usaria como tema de palestra. Demonstra a preocupação com o comodismo do ser humano que espera acabar os recursos naturais do planeta para só depois dar valor. E, por fim, "Falamansear" (Tato) pode ser considerado o novo "hino da Falamansa". A música relata o real sentido do grupo de espalhar alegria, dança, motivação, amor, fé e principalmente, fazer o bem através de suas atitudes. 

O DVD conta ainda com um "Making off" com comentários sobre o show, um clipe da música "Segue a vida"gravado numa balsa em pleno Rio Tietê(SP) e imagens antigas da banda, presente especial para os fãs que acompanham a banda desde o início. Tudo dirigido por Léo Ferraz, um dos maiores novos talentos do Brasil.

Qual será então o verdadeiro objetivo da Falamansa?
Vai além da música e muito além de um simples aparelho de som. O objetivo dessa banda está ligado ao coração e a alma de cada fã, proporcionando não só música para os ouvidos e para dançar agarradinho, mas também para refletir e propagar o bem ao próximo, características cada vez mais incomuns aos artistas do mundo inteiro, mas em abundância nas mensagens desta banda. Hoje a Falamansa, não é mais simplesmente uma banda de forró. É uma filosofia de vida!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tem saudades da Lofty?


A festa promovida para o público adulto que acontece uma vez por mês na Capital Disco, em Santos, faz a última edição deste semestre com o tema Mega Revival Lofty vs Breezy no dia 25 de junho (sábado).
Com o melhor dos anos 80, 90 e o início dos anos 2000 a festa vai ter duas pistas, uma comandada pelo residente da extinta Lofty, o Ale Couto que promete reviver a época de ouro da discoteca santista. Já DJ Dan que comandou de 2001 a 2003 a alegria das noites na Breezy vai relembrar os hits que marcaram a época.
São mais de 40 mil pessoas, entre 28 a 48 anos que participaram das festas Revival. Em cada edição uma performance temática inspirada nos personagens de desenhos e filmes da época.
Realizado pela publicitária Elisângela Lima e pelo profissional de áudio e direção artística Daniel Mauá. Com double vodka a noite toda, os DJs Alê Couto e Dan são responsáveis em fazer o público dançar até de manhã. A Capital Disco possui ambiente climatizado e estacionamento para 1.200 veículos, o espaço é considerado a maior estrutura do litoral paulista.
Detalhes dos DJs:
Alê Couto
O residente da festa fez uma carreira de sucesso, na década de 90 ele era o responsável pelo agito na Discoteca Lofty. Carismático e especializado nos sucessos da Dance Music. Ele é um dos culpados por bombar a pista e não deixar ninguém parado.

Dan
DJ Dan também é residente do Projeto Revival. Ele começou a sua carreira nos anos 90 e se destacou na região nas discotecas Lofty, Pirata, Granfinalle, Planet Z, Breezy, Capital Disco e Lucky Scope.

SERVIÇO:
Dia: Sábado, 25 de Junho de 2011
Local: Capital Disco/ Santos - SP
Endereço: Avenida Francisco Glicério 206 - Gonzaga - Santos/SP
Telefone para Informações: (13) 9141.5345 - Elisângela Lima

Atrações:
DJ Alê Couto
DJ Dan

Preços:
Com flyer ou carteira de estudante:
Ingressos à venda a partir do dia 15 de junho
1º Lote: R$ 20,00 (Disponível somente na quarta-feira, dia 15 de junho na Oxigym Academia).
2º Lote: R$ 25,00 (Válido até quinta-feira, dia 23 de junho até às 18 horas).
3º Lote: R$ 30,00
4º Lote: R$ 35,00 (na porta)
Pulseira área vip:
R$10 com capacidade para 200 pessoas. (A pulseira vai estar a venda na Chapelaria da Capital Disco na hora do evento.)
Pontos de Venda:
Oxigym Academia - Rua Arnaldo de Carvalho, 114
Reacessórios - Shopping Miramar, 1 piso
Grão Pimenta - Rua Riachuelo, 43
Organização:
Daniel Mauá e Elisângela Lima
Maiores informações:
http://www.equiperevival.com.br
http://www.equiperevival.com.br

* Mais vendidos da semana da Livraria do Elói

Teatro

Diretor de espetáculos da Broadway fala sobre teatro musical

Diretor de espetáculo da Broadway fala sobre teatro musical
O ator e diretor Rodrigo Miallaret realiza uma palestra sobre teatro musical voltada à classe teatral da Baixada Santista no dia 10, às 19h30, no espaço do Projeto Conviver, em Cubatão. A ação integra a série do treinamento do elenco de "As Aventuras de Tito & Clara - O musical".
Rodrigo Miallaret
Iniciou a carreira artística aos nove anos em Minas Gerais com a dança. No teatro, atuou nos principais musicais de São Paulo como "Les Misérables", "A Bela e a Fera", "O Sítio do Picapau Amarelo", “A Bela e a Fera”, “Hairspray” e “Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro”. Em "O Fantasma da Opera", participou como diretor e ator. Trabalhou também no cinema e na televisão.
O musical
"As Aventuras de Tito & Clara - O Musical" retrata a realidade que as crianças vivem diariamente: um mundo de fantasia e imaginação.
Os irmãos Tito e Clara, na ausência de seus pais que deixaram a árdua tarefa de fazer a lição de casa e arrumar o quarto, buscam um caminho mais fácil e eficiente para realizarem as atividades.
Porém, logo na primeira aventura, o inseparável urso de Clara desaparece e ela não irá sossegar enquanto não encontrá-lo.
Um leão vestido de coelho, uma sombra fujona são alguns dos personagens que enriquecem ainda mais a estória cheia de fantasia e confusão.
No musical, os adultos podem compreender um pouco melhor o que se passa na cabeça das crianças e elas embarcam em mais uma aventura.
O projeto
As atividade de "As Aventuras de Tito & Clara" se iniciaram em Fevereiro quando 30 pessoas foram selecionadas para integrar o elenco e equipe técnica do musical que será apresentado no dia 12 de outubro, Dia das Crianças. Até lá, o grupo passa por oficinas de interpretação, canto e dança, além de atividades extras como palestras e o acompanhamento de outras peças teatrais.
O projeto é uma realização da Flair Produção Cultural em parceria com a Pim Pom Produções Artísticas e tem o apoio da Prefeitura de Cubatão, Via Arte Produções, Pé de Criança, Acrijur Confecções, Backstage Produções e Ênfase Comunicação.
O Conviver fica na Rua Dr. Fernando Costa, 181, ao lado do DER, em Cubatão/SP.

Informação à imprensa:
Ênfase Comunicação
Eric Bragion
13 3113-3027
eric@enfasecomunicacao.com.br
Antes de imprimir esse e-mail, pense em seu compromisso com o meio ambiente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

História Itanhaense

No jornal Fatos de outubro de 2006, um conto do saudoso memorialista JOSÉ ROSENDO



Os heróicos “Guarda-Fios”

“Do rio que desperta envolto em brumas, surge a canção dos remos, que buscam o segredo das espumas” (Paulo Bomfim)

Fundado em 11 de maio de 1852, pelo engenheiro alemão Guilherme Schuch, que recebeu do Imperador D. Pedro II o título de Barão de Capanema, o Telégrafo Nacional foi uma epopéia que colocou o Brasil entre as nações mais desenvolvidas no campo das comunicações. Iniciado no Rio de Janeiro, após alguns anos o telégrafo cruzava todo o território nacional. As linhas telegráficas eram sustentadas por postes de ferro revestidos e blindados por uma camada de piche (mistura de terebintina com alcatrão), o que os tornava imunes à umidade e à corrosão por muitos e muitos anos.
Esses primeiros postes especiais eram fabricados e importados da Inglaterra, pois o Brasil não dispunha ainda da tecnologia para a produção dos mesmos. Até hoje, passados mais de 150 anos, é possível encontrar, na Serra da Juréia, Itatins e praia de Una, restos desses postes, com inscrições em inglês em seu pedestal. O Telégrafo Nacional tornou-se internacional ao chegar ao extremo sul do país, quando houve a integração com o Uruguai, Paraguai e Argentina. A linha sul que chegava àqueles países acompanhava o litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná até a capital paulista, de onde se expandia para o restante dos estados do Brasil.
A implantação das linhas telegráficas constitui-se numa tarefa árdua e arriscada, pois os pioneiros atravessavam trechos de mata virgem em locais de difícil acesso, com os perigos daí decorrentes. Para a manutenção e vigilância diuturna do complexo de postes e fios foi criado o cargo de “guarda-fios”, que ficaram lendários no trabalho que realizaram.
A empresa mantenedora contratava trabalhadores para cuidar de trechos pré-determinados, de preferência pessoas conhecedoras da região e moradores das proximidades, que mantinham limpas as picadas por onde passavam as linhas telegráficas. Era missão de grande responsabilidade, pois a ruptura de um dos fios interrompia a comunicação com várias cidades. Cada “guarda-fios” era responsável pela manutenção de 20 quilômetros de linhas, aproximadamente, a cuja tarefa se dedicavam integralmente. Tive o privilégio de conhecer três desses heróicos “guarda-fios”.
Gentil do Prado, encarregado do trecho compreendido entre Iguape e a magnífica Serra da Juréia, tendo como término o soberbo Rio Verde. Morava em Iguape, mas, dadas as dificuldades enfrentadas na Serra da Juréia, resolveu mudar-se para o Rio Verde onde, segundo me contou, passou os melhores anos de sua vida.
Junto com sua virtuosa esposa e filhos menores cultivou a terra que lhe deu bons frutos. O peixe e a caça eram abundantes. Aproveitava o trabalho de vigilância das linhas telegráficas para levar até Iguape, para vender produtos de sua lavoura e peixes defumados. Quando se aposentou veio morar em Itanhaém, onde os filhos terminaram os estudos. Bom violeiro e cantador, participava em Iguape, da Folia do Divino, e da festa dos “Santos Reis”. Em Itanhaém, formou um grupo de “reisado”, que encantava as noites de Epifânia. Deixou muita saudade.
Ranulfo Oliva de Lacerda, que foi vereador em Itanhaém na 2ª legislatura (1952/1955), de tradicional família peruibense, era o “guarda-fios”, no trecho que começava na Ponta do Grajauna, junto ao Rio Verde, até Peruíbe. Era um percurso diversificado, com trechos planos e “limpos”, como a Praia de Uma, e as dificuldades encontradas ao longo do imponente maciço da cordilheira do Itatins.
Benedito Lacerda Filho, mais conhecido como “Bibi Lacerda”, irmão de Ranulfo, acima citado, era o “guarda-fios” do trecho Peruíbe/Itanhaém, considerada uma área de fácil fiscalização, por não possuir acidentes geográficos relevantes. “Bibi” Lacerda fixou residência em Itanhaém e aqui criou seus filhos.
Pescador e caçador inveterado, granjeou grande prestígio na cidade, pois além de trabalhar nos Correios e Telégrafos, era excelente eletricista e encanador. Na pesca era onde mais se sobressaia. O mar, para ele, não tinha segredos. Sabia a hora certa da reponta da maré e ia pescar, no momento mais propício, de tarrafa, picaré, linhada ou arrastão, e não voltava de mãos vazias. Ao se aposentar, voltou para Peruíbe, onde viveu o resto de seus dias. Dizem vários de seus amigos que, com mais de noventa anos de idade, ainda madrugava, no inverno, para a pesca da tainha!
A história do Telégrafo Nacional, que marcou uma época importantíssima para o nosso país, ainda não foi devidamente relatada. Se isso for feito, quantos “heróicos guarda-fios” surgirão de um glorioso passado, como os três que conheci?

sábado, 4 de junho de 2011

ROCK NACIONAL

Capital Inicial toca dia 10 na Fantastic, em São Vicente

Uma das maiores bandas de rock nacional de todos os tempos, o Capital Inicial toca na próxima sexta-feira (10), em São Vicente. A apresentação será na Fantastic Chopperia (dos mesmos proprietários do Boulevard Chopperia). A banda, liderada pelo irreverente Dinho Ouro Preto, traz os clássicos dos anos 80 (como Música Urbana) e as novidades do último CD – Das Kapital.  Os ingressos custam a partir de R$ 60. A Fantastic fica na Av. Antônio Emerick, 1643, Jardim Guassu.
Mais informações no site www.fantasticchopperia.com.br.

Longevidade
Quase 30 anos depois de sua criação, o Capital Inicial continua lançando discos de sucesso e fazendo shows de grandes proporções. Dinho credita essa longevidade à manutenção de alguns princípios, como a simplicidade e a personalidade nas letras e músicas.
“Quando a gente começou, nos dizíamos punks. Era o que a gente ouvia - Ramones, The Clash... Ainda ouvimos nos camarins, mas é claro que não somos mais punks. Mesmo assim, alguns princípios continuam...”, explica o cantor. Para ele, ser deliberadamente simples é uma virtude, o que não impede de demonstrar personalidade. “Quando uma banda consegue algo singular, algo que só ela soe daquele jeito, acho que isso é a maior conquista - você achar uma personalidade que te distingue dos outros. Goste ou não da gente, nosso som é peculiar, ninguém soa como nós”, contou.

Música Urbana

Capital Inicial

Composição : André Pretórios/Flávio Lemos/Renato Russo/Fê Lemos

Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
toda a plataforma
Você não vê a torre...

Tudo errado, mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam....

Tudo errado mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
toda a plataforma
Você não vê a torre...


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@andrecaldas1
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Solidários, cada um a seu modo

Lembrando Camille e Jesus
 
Na grande enchente de 1981, que alagou a praça do Belas Artes, o exemplo notável de dois pré-candidatos a vereador

ANDRÉ CALDAS

Quem tem mais de 40 anos lembra-se da grande enchente que inundou o Belas Artes em 1981. Foi no verão de 81. A praça principal do bairro, a Ângelo Guerra, virou um piscinão.

Estudava ali perto quando a chuva começou. Na escola Belas Artes, no prédio que hoje abriga a Casa da Música. Choveu por três dias seguidos. Maré cheia e chuva torrencial dá nisso que vimos há uma semana: o rio “devolve” a água.

Na escola, acabou a luz. Fomos dispensados pela diretora D. Mercedes. Correndo e se divertindo na chuva, fomos para a praça.

Bem no meio da Praça Ângelo Guerra tinha uma escola infantil. Comportava umas 60 crianças. Acho que era a escola Leonor, que depois se transferiu para o Mosteiro. A praça foi reformada em 1997, num projeto patrocinado pela família Peralta (do antigo supermercado).

No meio da tarde, a enchente se tornou realidade. A água subiu mais de um metro. Invadiu a escolinha; levou pânico às professoras e alunos.

Do outro lado da rua, avistamos as crianças chorando, as professoras acenando e os comerciantes se preparando para começar o resgate dos meninos e meninas da escola infantil. A água subia.

Aos poucos, as crianças foram levadas nos ombros dos adultos para os cantos mais seguros.

Entre os adultos, duas pessoas bem conhecidas no Belas Artes: Camille Guerra e Domingos de Jesus.

Para acalmar as crianças, faziam brincadeiras, contavam piadas. “O Camille é quem precisa de resgate”, ria o brincalhão Jesus, certamente zombando da baixa estatura do pequenino mas valente Camille.

Deu tudo certo. Todos resgatados. Todos salvos. Camille e Jesus, exaustos, foram abraçados pelos pais.

Na ocasião, eles militavam em lados opostos da política. Camille era do PMDB, oposição ao prefeito Miguelzinho, que tinha o apoio de Jesus.

Camille e Jesus eram pré-candidatos a vereador. Mais tarde, seriam mesmo eleitos e se tornariam representantes do nosso bairro.

Relembrei desta história agora por causa da inundação que a região do Belas Artes e Cibratel enfrentou há uma semana. A maré alta impediu a vazão completa do rio e muita gente perdeu móveis, roupas e comida.

E relembrei do episódio também por causa da internet onde, semana passada, alguns pré-candidatos a vereador, de oposição ou não, sei lá, fizeram troça da desgraça alheia. Escreveram impropérios numa hora imprópria. Curtiram e se abraçaram porque a inundação “tira votos do Governo”, vejam só.

Camille e Jesus estão no céu. Foram bons políticos no meu bairro.


* André Caldas é editor do Fatos, do jornal da Associação Comercial e outros mais. Passou a infância no Ieda (bairro da região do Belas Artes, em Itanhaém)

Dica cultural

Dica cultural

Festa do Divino



Confira a programação, que começa hoje no Calçadão em frente à Igreja Matriz

DIA 04 de JUNHO (sábado)
20h00 - NOITE DA SOCA (Preparo do Cuscuz) - Praça Narciso de Andrade
            Quermesse   -  Praça Narciso de Andrade
21h30 - FESTIVAL "DIVINO MOMENTO": Show com o cantor FRANK AGUIAR
 
DIA 05 de JUNHO (domingo)
05h00 - ALVORADA FESTIVA - Procissão das Bandeiras - saí­da - Casa do Império
05h30 - CAFÉ COM CUSCUZ para a Comunidade - Praça Narciso de Andrade
11h30 - PROCISSÃO DO MASTRO - saí­da: Casa do Império
12h00 - SOLENE ERGUIDA DO MASTRO - Praça Narciso de Andrade
19h00 - MISSA e INÍCIO DO SETENÁRIO - Igreja Matriz de Sant’Anna
            Quermesse  -  Praça Narciso de Andrade
21h00 - FESTIVAL "DIVINO MOMENTO"
 
DIAS 06 e 07 de JUNHO (segunda e terça-feira)
19h00 - MISSA E SETENÁRIO - Igreja Matriz de Sant´Anna
 
DIAS 08 e 09 de JUNHO (quarta-feira e quinta-feira)
14h00 - PREPARO DO PÃO BENTO – Padaria "Praia e Cia"
19h00 – MISSA E SETENÁRIO – Igreja Matriz de Sant’Anna
 
 
DIA 10 de JUNHO (sexta-feira)
19h00 - MISSA E SETENÁRIO - Igreja Matriz de Sant´Anna
20h30 - Premiação do VII CONCURSO DE POESIA "LETRAS DO DIVINO" 
            Igreja Matriz de Sant’Anna
 
DIA 11 de JUNHO (sábado)
12h00 - ABERTURA DO IMPÉRIO - Casa do Império - Praça Narciso de Andrade
16h00 - Encontro com os candidatos a Festeiros 2011 - Igreja Matriz de Sant'Anna
18h30 - Saí­da do Cortejo do Império para a Matriz - Casa do Império
19h00 - MISSA E ENCERRAMENTO DO SETENÁRIO - Igreja Matriz de Sant’Anna
20h30 - NOITE DA SOCA (Preparo do Cuscuz) - Praça Narciso de Andrade
               Quermesse  -  Praça Narciso de Andrade
21h00 - FESTIVAL "DIVINO MOMENTO"
 
DIA 12 de JUNHO (domingo de Pentecostes)
05h00 - ALVORADA FESTIVA - Procissão das Bandeiras - saída: Casa do Império
05h30 - CAFÉ COM CUSCUZ para a Comunidade
10h00 - MISSA SOLENE e DISTRIBUIÇÃO DO PÃO BENTO - Igreja Matriz de Sant’Anna
18h00 - PROCISSÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO - Praça Narciso de Andrade
19h00 - MISSA E SORTEIO DOS FESTEIROS 2011 - Igreja Matriz de Sant’Anna
              Quermesse   -  Praça Narciso de Andrade
20h30 - TROCA DA COROA, BANDEIRA E CETRO aos FESTEIROS 2011
            Casa Império
 
DIA 18 de JUNHO (sábado)
19h00 - MISSA - Igreja Matriz Sant´Anna
              Quermesse   -  Praça Narciso de Andrade
 
DIA 19 de JUNHO (domingo)
19h00 - MISSA DE ENCERRAMENTO DA FESTA DO DIVINO 2010
               Igreja Matriz Sant´Ana
               Quermesse   -  Praça Narciso de Andrade
20h30 - SOLENE DESCIDA DO MASTRO - Praça Narciso de Andrade

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Roteiro Cultural na Região

Samba encerra a semana no Centro de Santos


O samba de raiz volta ao palco do Metrópole Restaurante e Café, no Centro Histórico de Santos, nesta sexta-feira (03/6) com o grupo Andanças. O show faz parte do projeto Nas Andanças do Samba e terá início às 22 horas. Quem abre a noite é o grupo D Fato. Mulher não paga para entrar até 0h30.

Formado pelos vocalistas Baby e Romildo, acompanhados Rogério (Cavaco), JR (violão), Bicudo (pandeiro), Rogério Varela (surdo) e Tatu (rebolo), o Andanças completa 17 anos de história na Baixada Santista, onde começou sua trajetória de sucesso nacional.
  
Serviço:
Nas Andanças do Samba
Data: 03/06
Horário: a partir das 22 horas
Local: Metrópole Restaurante e Café (Praça da República, 50 - Centro Histórico de Santos)
Telefone: (13) 3223-2403     
Preços:
Até 0h30 (com nome na lista)
Homens: R$20,00 (R$ 10,00 consumíveis)
Após 0h30
Mulheres: R$15,00 (R$ 7,00 consumíveis);
Homens: R$25,00 (R$ 10,00 consumíveis)

Literatura